7 formas de auto sabotagem que levarão seu food truck à falência

Os chamados food trucks, antigos trailers e caminhõezinhos que oferecem lanches, comida de rua e toda sorte de guloseimas e quitutes a um público em espaços públicos diversos, estão em alta. Aprovados e regulamentados em diversos municípios brasileiros, os food trucks viraram o ‘xodó’ da gastronomia moderna, com marcas e até mesmo redes que começam a ser desenhadas, em um negócio que além de estar na crista da onda, pode representar uma forma barata e rápida de obter retorno no segmento de food service.

Mas nem tudo são flores para um food truck. Algumas práticas desajeitadas podem levar esse negócio, em tese menos dispendioso do que bares e restaurantes, a uma rápida falência, como veremos em seguida.

ESCOLHA DA MARCA

O sucesso de um food truck depende muito da marca que é criada para sua operação. Mas, qualquer que seja a marca criada e definida com cuidado, a receita é uma só: agarre-se a ela e mantenha-a, divulgando e criando seu público gradualmente.
Não apenas o “nome” do food truck constitui sua marca. Empresários do setor precisam criar uma imagem e um padrão em seus caminhões e trailers que sejam reconhecíveis e que possam ser divulgados e detectados por potenciais clientes, em qualquer circunstância na qual eles atuem.
Outro atributo da marca – e um palco tradicional para a auto sabotagem, por outro lado – é o menu do food truck. Pense do seguinte modo: se o seu caminhão possui uma marca, uma identidade e um nome que remetam a comida mexicana, não fará muito sentido para o cliente se você começar a servir massas e saladas. Seja condizente com a identidade que você criou e não se deixe levar pela auto sabotagem.

ANÁLISE DE MERCADO

Abrir um food truck parece algo fácil e simples – mas a verdade é que esse tipo de negócio exige uma análise de mercado mais cuidadosa do que a realizada por bares e restaurantes.
A auto sabotagem nesse sentido começa com a análise enganosa de dados e informações para constituir um plano de negócios. A análise de mercado, em um food truck, ao contrário daquela realizada em bares e restaurantes, precisa levar em conta mais de um ponto de atuação, além de concorrentes indiretos, como lanchonetes próximas desses pontos, supermercados, feiras (com barracas de pastel) e até mesmo dogueiros.

CAPITAL DE GIRO

Uma forma de auto sabotagem compartilhada por food trucks e praticamente todos os outros tipos de empresa e negócios é a ausência ou falta de planejamento em relação ao capital de giro. Além do capital necessário para manter estoques, operação e pessoal – algo compartilhado com os demais comércios na área de alimentos – um food truck também precisa manter capital de giro disponível para o combustível, que levará o food truck aos locais onde ele irá operar, e também de manutenção do próprio caminhão ou trailer: troca de óleo, IPVA, seguro, pneus e peças de reposição – tudo isso, ao contrário do que muitos preveem, entra também na conta.

TREINAMENTO

Funcionários de food trucks precisam ser selecionados com cuidado. Como estabelecimentos pequenos e “na moda”, food trucks podem ser alvos fáceis para um dos piores tipos de auto sabotagem – o nepotismo.
Sim, muitos food trucks acabam empregando amigos e conhecidos do dono. Em termos de motivação, ninguém questiona esse tipo de contratação, mas o fato é que além de muitas vezes prescindir de treinamento adequado, esse tipo de contratação pode trazer pessoas que não têm qualificação ou mesmo jeito e afinidade com o preparo e manuseio de alimentos. Ou seja, uma receita para o fracasso.
É melhor buscar profissionais que, além de motivados, possuam experiência anterior com bares e restaurantes, o que garante não apenas o nível e qualidade do alimento em si e de seu preparo, mas também agilidade e profissionalismo no serviço.

CARDÁPIO EQUILIBRADO

Não, não estamos falando de calorias ou componentes nutricionais, e sim de preço e custos. Um cardápio de food truck precisa refletir com precisão todos os custos aos quais o negócio estará sujeito, levar em conta o desperdício e possibilidades de estocagem dos alimentos, e também seu preço e facilidade de aquisição.
Por mais sedutora que seja a possibilidade de servir comida sofisticada, a verdade é que muitos estabelecimentos, entre eles alguns food trucks, acabam destruindo suas possibilidades de lucro por conta de alguns poucos itens dentro de seu cardápio ou pratos – itens que são muito caros, difíceis de achar ou manter, de estocagem complexa ou de rápida deterioração.
Em um mundo ideal, a comida em food trucks é preparada com alimentos baratos, de qualidade e que durem o suficiente para garantir sua venda – com desperdícios mínimos e lucratividade alta por item do cardápio.

MARKETING

Food trucks são modernos. Como qualquer  comércio moderno e atual, é preciso formular uma boa estratégia de marketing, que necessariamente envolva não apenas a divulgação local, mas o uso da web, tecnologias mobile e, certamente, redes sociais.
Grandes food trucks nos Estados Unidos e Europa atingiram o sucesso por meio da criação de comunidades de fãs e seguidores na internet e, posteriormente, em locais nos quais atuam com frequência.
É preciso criar um planejamento de marketing que esteja centrado nas pessoas, e na possibilidade dessas de recomendar e difundir sua marca e seu cardápio para amigos e conhecidos.
Caso você não queira ser uma vítima da auto sabotagem, coloque desde já algo na cabeça: o marketing para food trucks tem absolutamente tudo a ver com o relacionamento. Quanto melhor você for em promover a si mesmo e acionar pessoas, mais bem sucedido será seu caminhão.

CONSISTÊNCIA E COMPROMISSO

É preciso ser consistente. Seu público precisa encontrá-lo e saber sempre onde você estará, sem precisar arriscar ou consultar com antecedência. Se seu food truck atende no estacionamento de um supermercado aos domingos, não ouse modificar esses planos até que toda sua clientela esteja ciente.
Se você sempre opera até de madrugada, não “suma” simplesmente em determinado dia, ou irá gerar frustração em seus clientes – e a frustração, em geral, não tem volta.
Tente formular, já no seu plano de atuação, estratégias que você possa manter e com as quais possa se comprometer. Ninguém adere a um comércio que, quando você menos espera, é incapaz de atendê-lo.

PROCESSOS MANUAIS

Por fim, é importante compreender que um negócio moderno como o seu, necessita de processos igualmente modernos. Com um sistema para food truck, você poderá gerir seu negócio de qualquer lugar do mundo, além de poder controlar erros e fraudes que podem ser decisivos para o sucesso ou fracasso de um estabelecimento.
Além disso, com um cardápio digital integrado ao sistema para food truck, por exemplo, você oferece ao cliente grande autonomia devido à possibilidade do autoatendimento, além de reduzir suas filas consideravelmente. Já imaginou o impacto desse recurso na satisfação do cliente?

São vantagens da automação comercial em nuvem:

  • Agilidade no atendimento;
  • Segurança de dados;
  • Gestão em tempo real e de qualquer lugar do mundo;
  • A possibilidade de venda on-line (ótimo para horários comerciais meio parados)

Nesse caso, economizar e optar por utilizar uma comanda de papel seria mais uma forma de auto sabotagem.

E agora que você já sabe como evitar a auto sabotagem para manter o seu food truck no caminho do sucesso, compartilhe conosco nos comentários: quais dos erros acima você considera mais comuns neste mercado?

Fonte: eComanda

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